E finalmente o Bob conseguiu “me sentar” aqui na cadeira, em frente ao meu computador pra escrever esse post. Eu fico com preguiça de escrever sobre coisas que já aconteceram faz algum tempo. Gosto de escrever no dia seguinte ou até no mesmo dia, mas nunca é possível, por uma questão de tempo.
Mas vamos la, ao assunto principal. A nossa terceira visita a um club libertin, como eles chamam a casa de swing na França. Como o Bob disse, voltamos a uma casa que tínhamos curtido. Era o penúltimo fim de semana antes de voltar ao Brasil, uma despedida, portanto.
Chegamos e fomos atendidos pela barwoman gata de vestido longo, toda produzida, e pelo dono do lugar, um francês safado típico, quase caricatural. Era noite das pulseirinhas fluorescentes para identificar o gosto de cada um – verde pra novices (novatos), azul para échangistes (quem quer fazer trocas de casal), amarelo para mélangistes (quem gosta de misturar, tipo os quatro juntos) e rosa para mulheres bi. (Só um parênteses para critica: muito machista isso, né? Não tem pulseirinha para homem bi. E não é só nessa casa, acho que é regra na putaria mundial, tem mulher que quer dar pra vários caras, homem que quer pegar varias meninas e quer ver elas se pegarem. Agora, mulher pegar caras que também se pegam entre eles, bem mais raro).
Quando a gente chegou, o dono do clube foi logo fazendo brincadeirinha comigo, já veio chegando junto e eu deixei claro para o Bob que topava se rolasse algo com ele. E ainda sugeri que ele podia ficar com a barwoman, que a principio achei que era mulher do dono, porque os dois estavam usando pulseirinha de échangistes. Mas logo descobrimos que os dois não paravam de trabalhar e que não tinham tempo pra nada.
Essa casa tem uns ambientes com poltronas separadas onde cabem um ou dois casais, mas da pra ver os casais que estão dos lados e na frente. A gente percebeu desde o inicio um casal que não parava de olhar para a gente e que deu um jeito de ficar do nosso lado. Nos estávamos numa das poltronas numa boa, bebendo… e vemos, de repente, um pé bonito, tatuado, chegando perto. Era da menina do casal, querendo chamar – discretamente - a nossa atenção. Fiquei olhando para os dois. Ela tirava a blusa, beijava o cara, chupava o cara, e a gente só olhando. Rapidinho, a gente ficou com tesão também e acabamos transando ali mesmo, do lado deles (mas não na mesma poltrona) – e eles ficaram só olhando.
O tempo passou, descemos para a área da discoteca e dos quartos fechados, no andar de baixo, pra ver o que tava rolando, bebemos mais um pouco e conversamos com o dono do bar e a barwoman. Voltamos para uma poltrona afastada do bar, quando percebo um certo alvoroço perto da entrada e do bar. Era um casal novo. Novo de idade e de club libertino. Os dois eram russos. O cara era bem bonitinho e a menina, linda. Os dois – principalmente a menina – pareciam super envergonhados, encanados, e explicavam para o dono do lugar que só queriam olhar, que estavam em busca de novas experiências, mas que estavam inseguros etc. O dono do clube insistia que a russinha tirasse o casaco e ficasse à vontade. Acho que ela se assustou, porque entendeu que ele pedia para ela tirar a roupa toda, mas era só o casaco…
Enfim, depois de alguns desentendimentos causados pela falta de tato do dono do clube, eles resolveram ficar. Ele foi logo apresentando os russos para um casal de freqüentadores e o cara do casal convidou os dois, assim de cara, para descerem la no quarto fechado com ele e a mulher dele. Ele disse que estava descendo e que, se eles quisessem, eles estariam la no quarto esperando. Eu e o Bob fomos até o bar e conseguimos bater um papo com a russinha, que, como eu, colocou todas as pulseiras, inclusive a rosa, de mulher bi, o que me deixou animada. A menina, além de linda, era super inteligente, tava estudando na Inglaterra e o namorado dela estudava em Paris. O que eu achei interessante – e o que deixou os homens do lugar tarados – é que ela usava um vestidinho todo florido, todo fofo e inocente, completamente diferente do visual da mulherada do club libertin, eu incluída. A gente até conversou bastante com a menina, e ela se mostrou interessada, mas o namorado dela – malditoooooooooo – tava impaciente e morrendo de vontade de descer pra ficar com o outro casal.
No fim, o cara puxou a “nossa russinha” – sniffff – que disse que ia conhecer o ambiente e depois voltava. Mas o tempo foi passando e eles não voltaram, claro. Na verdade, eu até achei meio estranho; o Bob achou que eles já tavam la com o outro casal e eu achei que era meio cedo demais pra quem tava envergonhado e com vontade de olhar e conhecer a casa antes. Uma hora a gente resolveu descer pra ver o que tava acontecendo e não deu outra, tava a russinha e a outra mulher na cama e os caras olhando para as duas. Confesso que fiquei com raiva do carinha, falava pro Bob que era pra ela ser nossa, que a gente devia ter chegado primeiro. Meio de brincadeira, meio sério. Mas resolvi desencanar e subir la para as poltronas, até porque gosto mais do ambiente.
Continua…




Fiquei imaginando a tal russa… pela tua reação até eu fiquei com vontade de pegar. rsrsrs
Valeu a pena esperar pelo teu post. Só achei sacanagem que tu provocaste ainda mais e eu vou ter que ficar aqui, pacientemente, o final da história.
Tudo isso pela minha curiosidade (curiosidade? acho que tem outro nome… rsrsrs) em saber das tuas sensações no meio disso tudo.
Bjs,
L.
[...] ficou claro no post da daminha, nós já estamos de volta ao país. Chegamos já faz algum tempo, suficiente para rever [...]