Logo depois que resolvemos abrir o casamento começamos a estudar a ideia de ir numa casa de swing. Como ainda não descobrimos uma maneira de sacar se as pessoas que nos interessam são mais safadinhas ou não, casas de swing eram uma das opções para conhecer pessoas que também consideram normal outros formatos de relacionamento. A outra é conhecer as pessoas pela internet. Este blog acabou sendo a maneira meio que sem querer com que conhecemos os nossos amigos coloridos, sem querer pois a ideia era nos manter super secretos e assim não imaginava que ia encontrar cara a cara com algumas pessoas que conheci aqui. Têm também essas redes sociais mais direcionadas a esse tema, ainda não as testei e vou esperar o relato da experiência de um casal de amigos para saber se elas funcionam
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Depois que chegamos aqui na França fiquei, digamos, com ideafix de catar uma francesinha: uma loirinha de olhos azuis e peitões. O tempo foi passando e comecei a brincar com a daminha que ela ia ter que arranjar uma francesinha para mim só para eu ouvir ahhh non com o típico sotaque da região. Paquerei bastante as francesas, incluindo até as poucas que trabalham no meu laboratorio e que são mais bonitinhas. Mas foi ficando só nisso, só paquera, nem flerte tentei, pois não sentia nenhuma abertura. A daminha também foi me contando sobre algumas moças mais bonitinhas que eram ou professora ou aluna no curso de francês dela, mas ela também não tentou nada. O mais perto de algo mais sacana foi as várias cantadas e chavecadas que ela recebeu aqui em Paris ou as nossas paqueradas na Riviera Francesa.
De qualquer forma, voltando ao assunto de swing. No Brasil o principal argumento da daminha contra ir a um era o medo de encontrar algum conhecido no clube, o que a deixaria morta de vergonha. Como queríamos aprontar e não víamos nenhuma oportunidade mais próxima, comecei a instigar a daminha a irmos em uma casa de swing aqui na França. Ela aceitou e marcamos uma data limite. Procuramos na internet e achamos uma que todos os dias antes das 23h casais não pagam e que as segundas, terças e quintas seriam noites de descobertas para casais inexperientes. Eles diziam que os homens teriam que ir obedecendo um dress code de não usar calça jeans e nem camisetas. Como não tenho calças sociais e todas as minhas camisas estão no Brasil, ficamos com medo de sermos barrados, mas aparentemente, esse dress-code é bem maleável, pois entrei com uma calça de sarja e uma camiseta mais bonita.
Na semana anterior a nossa ida, fiquei botando fogo na fogueira. Fiquei dizendo que íamos fazer e acontecer. Que mesmo que não achássemos nenhum casal interessante a gente podia trepar lá mesmo, num desses quartos que os outros podem ver a transa. Que íamos deixar todo mundo tarado e por ai vai. Já deixa eu avisar que eu tenho uma relação com a ansiedade e nervosismo totalmente contraria à da daminha. Eu quase nunca fico nervoso por antecipação, o nervosismo me ataca somente na hora do evento. Já a daminha quase congela por antecipação com a ideia, mas depois que ela venceu o medo e que tá lá, ela se solta toda.
Fomos ao clube numa dada segunda feira e como chegamos antes das 23h só tinha nós, um casal de velhinhos (mais de 70 anos!) e um homem sozinho. Um pouco depois chegou um outro casal da nossa idade, os únicos da noite com quem poderia rolar algo, e um japonês também sozinho. O japonês devia estar para lá de tarado pois os olhos deles iam da daminha para a outra moça. Um pouco depois, chegou um outro casal, mas estes tiveram que sair mais cedo. Mais tarde, por fim, chegou um outro casal, um pouco mais velho que nós, não muito bonitos e dois amigos solteiros.
Fizemos uma volta pela casa e ela era pequena, tinha um quarto separado por uma cortina, três camas a vista para quem quisesse ser observado, um quarto com porta e uma área para dançar bem apertada. Comecei a ficar desconfortável com a situação, pois esperava ver mais casais e não praticamente só homens solteiros. Todas as pessoas estavam na área de dança, sentados nos sofás. Os casais conversando baixo entre si e os homens solteiros quietos, e o japonês secando as mulheres. A daminha odeia essas situações desconfortáveis e ficava tentando me convencer a tentar algo com o outro casal. Mas não senti muito tesão pela moça, ela não era feia, mas também não era bonita. Com a minha resistência, ela começou a tentar me convencer a ir para uma das camas para a gente dar uns amassos. No fim aceitei que se depois de um certo horário continuasse tudo naquele marasmo a gente podia ir para um canto, dar uns beijinhos e ir embora.
Não estava nem um pouco confortável em ser O único casal a fazer show para a plateia de marmanjos. Tenho que admitir que estava sentindo que o rapaz lá embaixo ia ficar de greve se fosse obrigado a trabalhar sobre pressão. Chegou a hora e a daminha me puxou para umas das camas. Mal chegamos na cama e a torcida já estava toda organizada. O filadaputa do japonês até sentou na borda da cama, a menos de um toque de distância de nós. A sacana da daminha tava adorando, só que o covarde aqui estava arregando. Ela estava quase tirando o vestido e eu a segurando. Ficou claro na hora que a daminha é realmente exibicionista, ela estava enlouquecendo com a ideia daqueles homens todos ali esperando o nosso show. Já para mim estava acontecendo exatamente o contrário, não sou mesmo exibicionista e a ideia de ser o único espetáculo da noite para aquela cambada de homens derrubou o meu tesão. Ficava imaginando, por exemplo, que o japonês ia tentar uma hora ou outra uma mão boba sem pedir permissão.
Convenci a daminha a desistir da ideia e irmos embora. Ela foi no banheiro e, enquanto a esperávamos, o outro casal nos chamou para uma trepada a quatro. A daminha adorou a forma que eles nos chamaram depois que contei para ela, para mim aumentou ainda mais a tensão. O cara só sinalizou com a mão um sinal de vamos, um sinal de 4 e fez cara de exclamação. Eu o chamei e falei no meu parco francês que ia ver com a minha mulher, que aquela era minha primeira noite numa casa de swing, e que eu estava nervoso. Ele comentou que tudo bem, topando ou não.
Contei para a tarada da minha mulher e os olhos dela brilharam. Os meus nem tanto, a moça realmente não me excitava muito. E a ideia de trepar na frente daquele urubus todos tava deixando o meu rapaz bem encolhido. A daminha me puxou para o banheiro, fechou a porta, deu uma chupadinha e o rapaz acordou. Eu pensei, pensei e pensei mais um pouco e topei. Saímos para procurar eles pela a casa e nada. A daminha ficou puta pois achou que eles tinham ido embora. Quando estávamos saindo, eles voltaram, tinham dado uma saída para pegar um ar. Mas para mim estava claro que daquela forma não ía rolar. Nos despedimos, pedi desculpa para eles e para a daminha pelo caminho inteiro.
No fim, chegando em casa, ela acordou o medroso que estava encolhido, montou e abusou dele e gozou pensando na noite perdida.
Ponderações:
- Essa noite pelo menos serviu para nos descobrimos melhor. Ficou claro que essa situação de ser observado, pelo menos de forma ostensiva, não me anima. Já com a daminha, é o contrário. Talvez se tivessem mais casais e estivesse rolando mais putaria, eu até não ligaria tanto. Homem tem esses problemas, nós temos que armar o nosso brinquedo, e pressão sobre ele é o seu pior inimigo. Com mais casais, caso a plateia estivesse achando a nossa trepada meio morna era só ir olhar o casal ao lado.
- Cada vez fica mais claro que o turn me on mesmo é situações de leve perigo, de haver uma chance de ser descoberto, de estar fazendo o que não pode onde não pode. Já com a daminha isso é o contrario, essas situações são brochantes para ela.
- Como a mocinha amou a experiência, vou tentar visitar uma casa dessa mais uma vez. Só que dessa vez vamos tentar ir em uma casa maior. Numa noite mais movimentada e num local que tenha bem menos solteiros por casais. Quem sabe vendo primeiro alguns casais brincando e abordando de forma mais tranquila e devagar o outro casal que nos chamar o interesse eu consigo me animar também?
PS. Ok, podem me chamar de maricas.



De forma alguma posso achar que vc é maricas pois acho muito desconfortável fazer showzinho… Fomos algumas vezes numa casa de swing aqui no Brasil, e acredito que nos finais de semana elas são mais movimentadas… o ideal seria vcs contarem com um casal de “amigos” que topassem ir junto para dar “força”…
Ihh, o mais perto de um casal amigo que temos e que aceitariam testar isso estão no Brasil e com eles ainda não rolou nada. E de qualquer forma, com os amigos a gente fica mais com vontade de fazer festas particulares.
Oi Bob, é assim mesmo. Os meninos ficam acanhados nas primeiras vezes, o amigo de baixo, só passa a subir qdo o cara tá mais à vontade, isso vem com o tempo mesmo. Só não entendemos uma coisa, vcs abriram o casamento para serem swingers? E precisa disso? Swing é a filosofia do yes swing, no traição… É parceria, cumplicidade… Não precisa abrir casamentos… Enfim, se vcs quiseram assim e se sentem bem… Boa sorte a vcs. Bjs nossos.
Oi Isa e Hugo, não, não abrimos o relacionamento para sermos swingers. Tanto que já tivemos nossas experiências com outras pessoas, quase que só amigas até o momento. Casa de swing é uma mais uma maneiroa como apimentar a relação, e se possível, de como conhecer possíveis futuros amigos também.
É bob .. uma hora ira conseguir .. se satisfazer numa troca de casais ..
Vamos ver, vamos ver … vou tentar uma segunda vez, a daminha descobriu uma casa aqui que só aceita casais. Vamos num dia de fim de semana e bem mais tarde, espero ver mais casais e quem sabe assim me sinto confortável.
Acho que vale a pena investir numa outra casa sim. A gratuidade para casais até as 23h mostra claramente que a frequência destes devia ser mínima. É, vcs serviram de isca para os solteiros voyeurs. Vivendo e aprendendo, né? Não tem jeito!
Curiosa em saber o desenrolar da história…
beijo ao casal
Carol, caso a gente va, pode deixar que conto aqui.
Cara, parabéns por contar a história sem frescuras. Eu tbém acho que seria bem capaz de brochar num ambiente como o que descreveste. A Su já sairia de casa avisada.
E a gente bem que corria o risco de, ao ir a uma casa de swing, escolher um dia mais tranquilo pra ser menos ameaçador. Agora, avisados por vcs, não corremos mais esse risco.
Imagino que tenha sido meio que uma decepção, ir lá na expectativa de encontrar – e transar com, p.q. não? – belas francesas pra ti e belos franceses pra Daminha, e ter sido assim.
Esses dias eu tava dizendo pra Su: quando a gente voltar à nossa vida de viagens, casas de swing podem ser uma ótima opção pra ter experiências com pessoas em diferentes países: franceses, italianos, espanhóis, croatas.
Fico feliz que não tenham desistido. Não deixem de nos contar as próximas experiências.
Abs pra ti, bjos pra Daminha,
L.
Abusando de metáforas esportivas, prefiro tirar o time de campo quando sei que as condições não serão propícias a um bom jogo
. Estamos planejando uma segunda tentativa antes de voltarmos ao Brasil.
Abraços.
Oi Bob,
Puxa, adorei o texto, relato gostoso de ler! Eu consigo imaginar (mas apenas imaginar) os sentimentos de vocês. Essa mistura de ambiguidades e de curiosidade é que torna tudo isso super intenso. As ponderações finais tb foram ótimas…
Beijos pra vocês, tava com saudades daqui!
Como vocês mesmo apontaram lá no reflexões, a melhor parte dessas vivências é o exercício de auto conhecimento que acaba nos sendo impostos.
Beijos.
Cara, na boa, eu tb teria arregado.
Acho que o clima em volta acaba pesando muito, até pro clima do casal.
Mas deu dó da Daminha… hehehehe
Mas tentem de novo!
Abraços
hehehe … bom ver que não é só eu. A segunda tentativa está meio que marcada, mas só indo para ver se vai ser diferente.
[...] deixei subentendido neste post, era bem capaz que a gente tentasse de novo ir numa casa de swing (club libertin) aqui em Paris, [...]