Aviso, texto beeem longo.

Essa foi a última parte da minha grande novela intitulada “Um Vagabundo na França“. Hoje fui finalmente fazer a entrevista para tirar o visto, e esse documento foi o que mais me deu dor de cabeça. Começa que no início achei que ia tirar visto de estudante, e assim fiz todos os procedimentos necessários para este visto, e não são poucos. Antes de se fazer a entrevista, quem vai tirar o visto de estudante tem que passar pela Campus France, o que envolve o envio de uma enorme papelada, preenchimento de vários formulários em um dos sites mais lerdo que já vi na vida, pagamento de taxas e uma entrevista. Pelo menos eu estava livre desta última etapa. Quando já estava quase tudo pronto, descubro que o documento que me enviaram da França é para um visto de cientista, o que encheu a daminha de orgulho, mas que para mim significava pouca coisa, além do fato de ter feito um trabalho à toa arrumando os documentos. Só precisava agora deste documento da França indicando que vou fazer um estágio, dos formulários do consulado preenchidos, das fotos e por fim pagar os R$300,00 pelo visto.
O documento em questão chegou há duas semanas, e no fim daquela semana descobri na própria Campus France , enquanto entregava os documentos e ia pagar as taxas, que eu podia ter pulado todo esse procedimento. Tudo bem, então agora só faltava esperar a daminha terminar o procedimento Campus France dela, pois no site do consulado da França diz que é terminantemente proibido que portadores de visto de dependente façam qualquer atividade remunerada. Como a daminha vai estudar francês com a intenção de voltar totalmente fluente e, se sugir uma oportunidade, ela iria querer trabalhar, decidimos que ela ia tirar um visto que desse mais liberdades para ela. Mesmo porque, como vocês já viram, vamos ficar bem apertados por lá.

A daminha terminou o último passo dentro da Campus France no início da semana passada, fazendo inclusive a entrevista para a Campus France inteira em francês (que orgulho da minha batatinha!). Com o ok que ela recebeu, eu ligo no consulado para marcar a entrevista e Murphy volta a prestar uma grande atenção em mim. Primeiro a primeira data disponível era no fim de fevereiro, sendo que já estou com passagem e seguro saúde comprados para 1° de março, apartamento alugado (já disse que o maledeto vai custar €955?) e tudo mais pronto. Implorando consigo uma entrevista para o dia 10, hoje, mas falando no telefone com a burocrata casca grossa do consulado descubro que o documento que veio da França não tem um carimbo da prefeitura. Isso porque o documento passou pela mão do burocrata francês cujo único dever era carimbar a folha, e não fez isso.
Sem o carimbo, a nossa burocrata irredutível (sou amigo de uma linda burocrata, mas tenho que reafimar: Eita profissão para receber gente odiosa!!!) queria desmarcar a minha entrevista, o que me faria remarcar tudo, e enfatizo novamente, tudo referente à viagem. No fim ela deixou eu manter a data da entrevista, mas só daria entrada no visto com o documento devidamente carimbado. Ai, dá-lhe eu, desesperado, contactando deus e o mundo para tentar arranjar em menos de uma semana um documento que na primeira vez demorou 3 para chegar nas minha mãos. No dia, uma terça, só me restou enviar os e-mails, pois no horário que terminei de falar com a gentil burocrata já era tarde da noite na França. Passei quarta inteira checando os meus e-mails a cada 30 segundo para descobrir no fim do dia que o meu anjo da guarda frances, a secretária no instituto onde vou trabalhar, tem folga as quartas feiras (um hábito francês que a daminha já sabia, mas que havia esquecido). Quinta, finalmente, ela me dá o retorno, e começa a contactar a embaixada aqui e preparar uma nova cópia do documento. Na sexta ele já está pronto e enviado por Fedex com carimbo e tudo mais que precisava.
Acreditam que até com a secretária francesa a burocrata foi grossa? Mas tudo bem, continuando esse longo causo, antes que vocês durmam ou vão embora, passei os dias seguintes acompanhando o rastreio do documento. Pedi para ele ficar retido na loja do Fedex, pois se fossem entregar, a data limite era a 6 da tarde de hoje e, como a entrevista era no período da manhã, não podia arriscar. Colocamos o despertador para nos acordar às 6:30, pois além de tudo esquecemos de sacar o dinheiro para pagar o visto, mas novamente Murphy apronta das dele e o despertador fica sem bateria. Acordo sozinho às 7:30, desesperado, pois até a hora que tinha ido dormir o pacote ainda estava na alfândega, mas descubro, depois de um telefonema, que ele já está aqui em São Paulo.
Enquanto me arrumo, ideia da daminha, a minha querida esposa vai sacar o dinheiro. Quase que fui com o meu modelito Bob para o consulado, bermuda, camiseta, tennis (ou papete). Mas depois do toque da tranqueirinha, me arrumei todo: Coloquei uma calça de sarja preta (não tenho nenhuma social), uma camisa com todos os botões abotoados, inclusive os da manga, e com a camisa por dentro da calça, cinto combinando com o sapato e mousse penteador domando meus longos cabelos rebeldes (ok, podem me chamar de metrosexual).
Corremos para pegar o documento, sem nenhum problema, nos atenderam até antes do horário previsto de abertura do Fedex, e de lá fomos direto para o consulado. Chegando lá fomos atendidos com 1h30 de atraso, mas o tratamento seco e áspero mudou totalmente. Ainda mais notando como a burocrata tratava duramente as duas moças que estavam na nossa frente, se bem que uma tinha mesmo uma história esquisita, ia ficar 3 meses a passeio na Guiana Francesa, na casa de um amigo e tinha acabado de perder o emprego.
Já senti que mesmo que o documento não tivesse chegado a tempo, ela ia dar sim entrada no meu visto. Pediram inclusive para eu conversar com uma auxiliar do adido de ciência e pesquisa do consulado, que me tratou super bem. E quando volto para ver se correu tudo certo com a entrada do pedido da daminha, descubro que ela foi mais doce com ela também, mas ainda assim rígida. Que o visto de dependente de cientista permitiria a ela trabalhar e que este visto era muito mais fácil de tirar. Fazer o que? Não tínhamos como descobrir essa exceção à regra dos vistos de dependente.
No fim, acho que o meu anjo da guarda deu uma boa amaciada na mulher, deve até ter contactado o adido. Isso sem contar que ela, meu anjo, me contou que vou ganhar mais €400,00, ou seja, a daminha está custando menos hehehe. Vamos até comprar um presente para nossa anjo. De qualquer forma, agora é só esperar o dia 25 para pegar o visto e curtir o meu bota-fora neste sábado. Quem teve paciência de ler esse monólogo interminável está convidado
.
PS. Ah, e o filadamãe do Murphy também anda observando de perto minha vida sexual, não pude ir visitar uma amiga nesta semana pois ela estava com cólicas e a minha mulher está com fechada pra balanço por causa de uma infecção, vê se pode. O pior é que mais da metade das vezes que pode rolar alguma sacanagem a mais, algum imprevisto deste tipo atrapanha tudo. Mas é melhor não reclamar, pois como sempre digo, pelo menos Murphy só me ferra nas pequenas coisa, nos assuntos importantes ele sempre olha para o lado e no fim acaba dando tudo certo.

Bom, mais uma vez, boa sorte por lá!
Tenho muita vontade de morar em um outro país, falando uma língua diferente, conhecer pessoas novas, com cabeças diferentes.
E se divirta com as francesas ;D
Rei, coloca a Dama pra chupar! Tudo melhorará!
boa viagem pra vocês!!
curtam bastante
é, tô convidada só pq moro longe e não posso ir, tudo bem…
mesmo assim eu te amo viu.
boa viagem.
beijos
Nossa deu um baita trabalho, mas vcs conseguiram resolver tudo, q bom, o bota-fora vai ser animado,depois conta os detalhes p a gente,
bjos.
que booom que no final deu tudo certo heeim bob?

pooo adoraria ir no teu bota fora rs rs rs
pena q vcs não moram em brasilia
rs rs rs
bjinhos docinhos
Post grand mas super gostoso de ler
A maioria das burocratas tem jeito de mal comidas. rs
Que bom que tudo deu certo! Daminha, vc tem que fazer um topless no verão francês naqueles parques lindos!
bj
Puta, caramba!! (como dizia um amigo)
Corra, Porra, Corra!
Mas é isso mesmo, tô na mesma em outra latitude.
Foda é que, tirando aquele café (se vcs ainda tiverem energia), vamos nos desencontrar.
E o Murphy no fundo vai com a tua cara. O visto pra cá é milão!!
Abçs pra ti e beijos pra tua Daminha.
L.
boa viagem pra vcs, postem muitas fotos e…tampem o nariz ao entrar no metrô. 2 pessoas que conheço que foram pra lá comentaram que dentro do metrô fede
: P
beijo!
BOB E CIA,
Você sabia que este negocio de burocracia estatal que infernaliza nossa vida nacional é uma herança francesa ? Pois é foi Napoleão Bonaparte quem criou todo este negocio de cartorio e burocracia estatal que foi passada para os protugueses e chegou a terrinha. Observe que nos paises anglo saxões a burocracia é bem menos complicada. Afinal das contas apreciar este negocio de vinho bom e uns quejinhos maravilhosos não podia sair de graça. Boa viagem e divirtam-se que vale a pena !!!