… sem ter ido para a França. Estou tendo a forte impressão de que o universo anda conspirando muito para eu melhorar minha visão sobre este país. E devo admitir que anda funcionando.
Na segunda, fui numa festa em comemoração à queda da Bastilha, organizada pelo consulado Francês no SESC Pompéia. Tínhamos ouvido falar sobre esta festa na quarta passada, quando conhecemos o Le Tire Bouchon, local inclusive que queremos levar uma certa amiga fascinada pelos franceses quando ela aceitar o convite. Na segunda, a Dama me liga avisando da festa e, como segunda costuma ser um dia morto mesmo, aceito.
Adaptação após lei seca, vamos pegar ônibus. Por um motivo bem estranho a Dama ficou com uma dor horrível de ouvido. Quase que desistimos, mas no fim ela melhorou.
Chegamos lá 8 e pouco, o convite dizia que a festa começava às 8:30, mas a Dama lembrava vagamente de algum lugar dizendo que a festa na verdade começava às 7 da noite. A primeira constatação sobre os franceses, a comida deles é realmente boa. Neste ano foi a primeira vez que experimente aquela culinária, ainda não ganha das minhas preferidas mas dou o braço a torcer, as comidas, vinhos e queijos de lá são très bons. Mas aí chegamos na segunda contatação, francês não sabe organizar festas. Deu 8:30, eles tiraram todas as comidas e bebidas gratuitas, expulsaram o povo do local onde estávamos para para um outro ambiente onde iriam tocar bandas e DJs, ou para o teatro, onde uma banda demonstrava músicas típicas francesas.
No ambiente com os DJs havia comida e bebida, só que era paga. Como assim? Primeiro eles dão a comida e depois cobram por ela? O efeito? Muitas pessoas indo embora assim que acabaram com a alegria do povo. Nossa sorte foi que conseguimos ainda comer um pouquinho, mas não deu para beber nada.
No ambiente dos DJs compramos taças de vinho, muito bom por sinal. Só não marquei o nome. Assistimos o começo do show inicial de uma banda pra lá de fraquinha e estranha. Com direito a moça usando todo o poder de curso básico de francês para cantar. Saímos, fomos ver o show de música regional. Voltamos e reencontramos nossos amigos e, quando íamos embora, começou o show dos DJs.
Começa a terceira constatação. Os franceses são très bizarres em relação a música, dançam de umas formas absurdamente estranhas. Fazem, por exemplo, remix quase irreconhecível de La Vie en Rose. E na dança, são duros, duros, duros. Está certo que não sei dançar, costumo dizer que se balançar uma pedra, vocês vêem mais gingado na pedra do que em mim. Mas pelo menos eu tenho noção disso e não danço. Eles não, se jogam na pista sem medo de serem felizes. Uma amiga da Dama que ficou um tempo lá e estava com a gente ficava até brincando, se preparem para o choque cultural. A Dama ficou se achando a dançarina perto deles, está até pensando em ganhar a vida assim por lá. Se aqui ela é só mais uma que samba male que male, perto deles ela é uma senhora passista.
E por essas e outras que parece que o universo está me preparando para a França. Qui les françaises et les gens qui l’aime n’était pas nerveuse avec moi.



Putz, a história da comida foi sacanagem…
bj
complicado isso né, dá a comida, depois cobra, é diferente, e dançar o brasileiro já tem um gingado por natureza,
Bjs.
Bob, tem um selo bem humorado pra vcs lá no ìntimo & Pessoal!
Abraço
Bob, conhece esse site? http://www.conexaoparis.com.br/ abraços, R.
Bob,
Sobre a comida, vale lembrar que temos do pior e do melhor. Você pode entrar num restaurante sem graça (nem higiene) e sair com gastro também… Mas se você entrar num restaurante bom (e geralmente caro), você poderá ter uma comida excelente. Agora, a solução intermediária se chama “bistro”, “café-restaurant”, ou “brasserie”, e lá você geralmente pode pedir um prato do dia (“plat du jour”) de qualidade razoável a boa. Recomendo um cuidado particular com o expresso no final da refeição, que embora quase sempre gostoso pode parecer meio salgado (no bolso). Recomendo também não comer a proximidade imediata dos pontos turisticos a não ser que você ganhou na mega-sena OU quer comer barato E ruim…
Sobre festas, as festas orgnisadas por associações, ou orgãos diplomato-politico-turisticos sempre são ruins e só bons para socialites (ou inglês) ver… E “festivais” tem sempre tudo de artificial… Nada melhor que uma festa organisada por amigos…
Enfim, quanto à dança, mesma coisa: se quiser ver o povo dançar, vai numa boate lá em Paris – posso te passar uns nomes no msn ou gmail – que você realmente vai festejar. E sem dúvida, uma brasileira tem todas chances de arrasar aí – nem todos os povos tem a música no sangue, rs… Ah, as grandes boates na França não costumam ter os problemas que tem no Brasil (embora existem) e a prostituição não é legal (o que não quer dizer q não tem…)
O que você não menciona no seu post, é o carater dos franceses… Lá você vai precisar de bastante adaptação… Bom, nada insuperável, mas pode acabar querer dar tapas na cara… Hahaha…
Abraços,
K’ran.
Olá querido Bob,
parece que esse contacto com a cultura francesa não foi realmente grande coisa pelo que contaste.
Quanto à música não se pode comparar o ritmo que o brasileiro ou o africano tem entranhado no corpo com o povo europeu.É totalmente diferente.
E aqui estou finalmente apesar de muito mal e sem saber se volto de novo ao hospital se a febre não passar.Vamos ver…
Um beijo carinhoso para ti e tua daminha