Dos 13 aos 19 anos fui um senhor bêbado. Tomei vários porres homéricos (de Homer Simpson mesmo). Quatro destes ficaram marcados, o 1º da minha vida, que ocorreu no mesmo dia que comecei a beber, e as três vezes que o porre foi tão grande que não consegui beber por vários dias/semanas/meses depois. Hoje vou recontar um destes e prometo voltar aos outros também em algum momento. Ahh, por causa destes meus hábitos naquela época, minha memória foi bem danificada e assim não tenho certeza de alguns pequenos detalhes, tais como quantos anos tinha quando ocorreram tais causos.
Era mais um fim de semana que íamos passar a madrugada enchendo a lata na velha e boa Vila Madalena. Já começamos bem e logo que paramos no posto, pegamos uma caixa de latinhas de cerveja. As dozes latas se secaram antes de chegarmos ao bar. Um que tinha sido aberto recentemente e tocava reggae, gênero de música que não curto mas que aturava para paquerar as moçoilas. Logo que chegamos, fomos ao balcão do bar pedir alguma coisa para beber. Meu irmão (o mais velho e para quem já estou devendo um post) pediu um pinga, mas da boa, bem enfatizou meu tutor nesta nobre arte do halterocopismo.
O garçom nos mediu e já notando que estávamos devidamente calibrados para agüentar o que via seguir, buscou uma garrafa em especial. Ela não tinha rótulo, era uma garrafa reutilizada de 21. A cor do néctar era de um amarelo pálido e, por fim, dentro da garrafa se escondia algo levemente não usual. Uma carcaça curtida de uma cobra. Com algumas das escamas flutuando junto ao líquido. O garçom então pegou um copo plástico de 300 ml e encheu até a borda.
Educado como sempre, o meu irmão ofereceu o primeiro gole para mim. E não me fiz de rogado e tomei um senhor gole. Engolindo de um supetão só este inusitado licor. O efeito, mesmo que naquele momento não me tenha sido claro, foi instantâneo. Cambaleei até a muro frontal do bar e lá sentei. Comecei a admirar o belo céu estrelado. E em especial uma piscante estrela que chamava a minha atenção. A bela parecia flertar comigo. E cintilava belamente. Depois de alguns momentos, ela começou a vir em minha direção. Provavelmente, percebendo o meu interesse por ela. E foi se aproximando, se aproximando. Fugindo da abóbada celeste e vindo ao meu encontro. Quando estava prestes a me encontrar, tudo se apagou.
Acordei no carro, passando mal, é claro. Foi um sacrifício subir até o meu apartamento. Meu irmão teve que me ajudar várias vezes para me guiar até o banheiro. Fiquei com dor de cabeça ao longo d’outro dia inteiro. Descobri que mesmo que se a minha mente estivesse apagada, minhas entranhas não faziam questão de permanecer dentro de mim, como depois o meu irmão relatou. Fiquei semanas sem poder sentir o cheiro de álcool. E nunca mais vi aquela estrela.



kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
contao imediato foi ótimo mesmo
adorei… já bebi muito hj prefiro um bom vinho ou mesmo chá
>.<
hahahahahahaha, vc teve uma experiência digna de santo daime, babe. uma amiga diz que eu sou um caso de AA, pois já tomei vários porres homéricos e solitários. hoje eu bebo um vinho de vez em quando e olhe lá. ah, caipirinha tb, mas só na quadra da mangueira, hohoho. (lá o copo parece uma bacia…) cerveja, nem pensar. além de tudo, ainda dá uma baita barriga…
Olá Bob,
que grande bebedeira, hein?
Não sei qual a sensação porque não bebo.Acredita que vejo estrelas algumas vezes…lol mas por outros motivos muito mais agradáveis! Lol …lol
Mas tb sei que essas estrelas que eu vejo tu também vez e muitas vezes até as vemos acordados, não é?
Beijinhos querido amigo!!!