Há algumas semanas terminei de ler o último livro do Harry Potter. E essa serie se tornou uma grata surpresa. Nosso primeiro contato com ela foi através do primeiro filme, até então só conhecia o pequeno bruxinho pelo bafafá que ele estava gerando. Tanto eu como a Daminha nos apaixonamos pelo maravilhoso mundo criado pela Rowling. A própria idéia de uma escola de magia do jeito que é moldada na série é um sonho para todas as pessoas que gostam de deixar suas mentes voar livremente em fantasias. Vimos o primeiro filme no cinema e lembrei que seria Natal alguns meses depois. Como a minha gatinha precisava treinar mais o inglês dela, comprei uma caixa com os 4 livros, da edição britânica, publicados até aquele momento. E nós dois devoramos os 4 livros. Acompanhando o amadurecimento daquelas crianças fabulosas, Harry, Ron e Hermione.
A minha impressão sobre essa serie é que, a não que você realmente seja um chato, caso você goste de fantasia, você irá amá-la. Eu percebo claramente que a autora copia, e muito, várias características de outros autores, sendo que o mais citado é o Tolkien, devido à proximidade de lançamentos dos filmes de ambos os livros que disputavam teoricamente o mesmo público. Além do Tolkien, percebo uma similaridade ainda mais forte com as histórias contadas nos Books of Magic. Mas nada disso desmerece o garoto que sobreviveu. Mesmo porque realmente acredito que “nada se cria, tudo se copia”, (ou melhor, se molda). E também porque nada tenho contra uso de clichês, desde que bem feitos.
Uma característica que me fez amar os livros são os seus personagens. A autora fez um belo trabalho que dá mais dimensões e cores a eles. Não temos somente personagens bidimensionais, totalmente previsíveis e com motivações fracas. Alguns personagens então são maravilhosamente trabalhados nos dois últimos tomos, como o Dumbledore e o Snape. Um personagem que é a maior exceção é o grande vilão que não deve ser nomeado, *couhg*Voldemort*cough*. Outra característica que achei muito bem usada é a interpretação do amor que permeia todos os livros, e que gera uma bela surpresa nos minutos finais do último livro. Tanto que percebo na conclusão dessa história uma visão em relação ao amor diametricamente oposta à usada nos 6 filmes do Star Wars em relação ao personagens do Darth Vader, onde somente no fim essas visões se aproximam. Eu já a esperava desde o 6º calhamaço, mas para a minha noivinha foi um belo twiste final.
Até agora todos os filmes estão ficando em pé de igualdade com os livros, desde que você aceite que literatura e cinema são linguagens diferentes. E que livros de 600 ou mais páginas não cabem em 2 a 3 horas de cinema em todos os seus detalhes. Acho que já ficou claro que eu gostei dos filmes, já que eles que me levaram para Hogwarts pela primeira vez.
Só por ser um belo incentivo à leitura, o rapaz com a cicatriz na testa já ganharia os meus dois dedões para cima, como diriam os americanos, mas a série vai além e realmente possuiu muitas outras qualidades que se escondem em suas linhas. Assim, indico a sua leitura (e também os filmes) para todos que gostam de deixar as mentes viajarem.



Fala Bob,
Cara, eu adorei os filmes mas não tenho paciência para ler os livros.
Mas me diga uma coisa: A Hermione ficou um pitelzinho crescida não ficou?
Abraços.
Bob,
Apesar de adorar ler, apenas vi os filmes e realmente é fantástico deixar a imaginação “voar”!
Beijinhos
Rs, incrível coincidência! Gostaria antes de tudo de agradecer pelas suas visitas no Ao Sugo, começamos há pouco e ainda estamos eu e o Marquinhos perdidos com o que escrever e por aí vai, rs.
Fico feliz em saber que tenho um leitor que também gosta de Harry Potter, rs.
Abcs
Bob, eu sou A-P-A-I-X-O-N-A-D-A por HP.
A Rowling fez uma construção de personalidades muito densas. A gente quase pode tocar a dor do Snape, as contradições internas do Harry são palpáveis…
Ela em um poder de descrever o imaterial, com uma veracidade, com tanta força… Que fica a impressão de que, em algum canto escondido do Reino Unido, tal qual a secreta ilha de Avalon, encontra-se Hogwarts.
São poucos os escritores capazes de nos fazer sentir, verdadeiramente, as emoções de seus personagens.
E o que mais gostei no 7° livro, foi que ela soube costurar tudo muito direitinho, sem deixar pontas soltas. Tudo muito coerente com o caminho traçado desde o princípio. E se a gente considerar que o princípio foi há mais de 10 anos… Cacete! Ela tem que ser muito boa mesmo!
Tem quem deteste… E daí? Também quem goste de axé, pagode e funk, e eu não tô falando nada. (risos)
Aguardo ansiosamente os 2 últimos filmes.