Adendo do Bob: De vez em quando, peço para a minha femme escrever alguma coisa. Ela faz dôce, como sempre, mas acabou aceitando. Abri um puxadinho para a Dama desse vagabundo nessa casinha. Isso, até ela tomar vergonha na cara e criar o próprio blog. Minha daminha tem mais influência nesse blog do que vocês imaginam. Ela revisa quase todos os posts. Não é censura, é que eu não confio muito no meu português, mesmo.
Esse puxadinho vai se chamar Intervenções da Dama. E vamos parar de enrolar e dar a palavra para a muié.
Esse ano vai fazer dez anos que estou junto com o Bob. São seis de namoro, quatro morando juntos. Depois de já ter acontecido tudo com a gente, separar, voltar, noivar de verdade e marcar casamento oficial, temos um monte de histórias pra contar. Ele me pede pra escrever uma para o blog dele e agora, pensando, o que me vem na cabeça são justamente as histórias mais bobas, aquelas do comecinho do namoro, quando éramos adolescentes. Aquelas que a gente olha pra trás e dá risada de nós mesmos, mas que foram emocionantes.
No começo, quando eu ainda não trabalhava e o dinheiro do Bob não dava pra muita coisa, nós não conseguíamos ir com muita freqüência ao motel. Meus pais não deixavam ele dormir na minha casa e na casa dele (que também morava com a família) não tinha espaço. Então, nós ficávamos pra lá e pra cá no meu prédio, no meu apartamento. O Bob sempre investindo, até (e principalmente) nos lugares públicos, onde alguém poderia chegar a qualquer momento. Eu, neurótica e paranóica (naquela época era muito mais medrosa), olhando para os lados e falando, às vezes sem muita convicção: Pára! Pode passar alguém. Bota isso pra dentro, seu louco!
Até aí, tudo normal. Acontece todo dia com os pobres dos adolescentes que não tem grana nem um espaço só seu. Mas teve um dia que foi foda. A gente era aquele casalzinho grudado, que ficava o dia inteiro abraçadinho, de mão dada. Todo fim de semana, ele ia na minha casa e ficávamos juntos na sala, para desespero do meu pai, que não agüentava mais olhar para aquele grude. Ele só ia embora lá pela meia-noite e minha família toda costumava dormir antes disso.
Então, eram onze da noite, meus irmãos foram dormir, meus pais vieram (meio que para fazer pressão) falar boa noite e nós ficamos lá na sala, abraçados, no sofá. Sempre rolava alguma coisa mais caliente quando eles nos deixavam sozinhos, mas nesse dia tava difícil ficar só nos amassos. O Bob insistia que a gente tinha que transar de qualquer jeito, que já fazia tempo que não me comia, que tava a ponto de me agarrar. Eu, tremendo com uma mistura de medo e tesão, resolvi que nós podíamos ir para o local mais isolado do apartamento (que era grande, mas nem tanto): o minúsculo banheirinho de empregada.
Quando me dei conta, já estávamos lá e eu já tinha arrancado a roupa (sempre sou rápida nisso, quando bate o desespero). Ele só abaixou a bermuda, me virou de costas e enterrou o pau grosso na minha buceta. Foi bom pra caralho, e eu me segurava pra não gritar. Naquela época eu era super fresca, precisava de preliminares sempre, senão não relaxava e, às vezes, até doía. Naquele dia não precisei de nada disso. Gozei, tentando gemer baixinho. Ele gozou também, sem camisinha. Me limpei como podia naquele banheirinho, vesti minha roupa e fomos de novo para a sala. Ele me deu um beijo e foi pra casa, feliz da vida. Eu fui para o meu quarto, aliviada porque não tinha sido pega (já pensou que vergonha?), mas tive que me masturbar muito para gozar de novo, aliviar o tesão que a situação toda me deu.

Olá Bob,
Primeiro que tudo adorei ver-te chamar a tua mulher de “minha daminha”, achei de um carinho extremo e é sempre bom ver um casal unido e orgulhoso do seu amor.Um casal que partilha dos mesmos gostos e tem projectos comuns.
Quanto ao texto da tua daminha, adorei!Um relato delicioso sobre situações porque todos já passamos e que me fizeram reviver momentos de muito prazer e paixão.
Beijinhos para os dois!
Olá Bob,
A sua cara metade conta muito bem. Se ela tiver o próprio blog, ela vai mesmo é arrebentar! (me avise logo para eu adicionar nos meus favoritos também!)
É pena que com tantas pessoas que sabem bem se expressar, tampoucas ousam ir além e exteriorisar os pensamentos. Nem de coragem precisa: é só criar um nome fictício e se jogar pro mar! (será que esta expressão faz o menor sentido em português??)
De qualquer jeito, parabéns a vocês!
Abraços,
Matt.
Que bom que vocês gostaram.
Ana, também adorei o “minha daminha” que o Bob inventou. Foi inspirado no desenho A Dama e o Vagabundo.
Matt, valeu pela força. A expressão fez sentido em português, sim.
Beijos
[...] fiz sexo na cama dos meus pais (seria isso brincar de papai e mamãe?) e no banheirinho de empregada (para a família não [...]
Nunca tinha lido este post (pq sou frequentadora recente). Mas que barato… Adorei o post e adorei ver que o debut da Dama aqui foi bem no dia de meu aniversario. hehehehe
Bjo!